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Apresentado oficialmente pelo Flamengo nesta segunda-feira (2), no Ninho do Urubu, Lucas Paquetá explicou a decisão de deixar o West Ham, da Inglaterra, para retornar ao Rubro-Negro. O meio-campista, que estreou na derrota por 2 a 0 para o Corinthians, na decisão da Supercopa Rei, também ressaltou o amor que sente pelo clube no qual foi formado.
“É impossível eu não falar de felicidade porque minha decisão foi voltada nisso. Tive outras oportunidades de continuar na Europa e na Inglaterra. O motivo de eu me sentir bem e feliz é que me fez ter essa primeira decisão de voltar ao Flamengo. Todos sabem como eu amo esse clube, cresci aqui, é a minha casa”, iniciou o jogador, em entrevista coletiva.
“Obviamente pelo momento que o clube vive financeiramente, os resultados falam por si só, um ano vitorioso. Isso era algo que fazia meus olhos brilharem. Eu vou ter que usar uma música: ‘só quem é rubro-negro para compreender’. É um amor que eu sempre tive, eu cresci aqui, é a minha casa. Eu queria voltar para casa. É sentimento, é identidade. É o que eu sinto”, completou.
Ele também comentou o esforço que fez para que pudesse voltar: “Eu posso dizer que fiz o possível e impossível. Nada seria possível sem o Flamengo e o que o clube apresenta hoje de estrutura. Fiz o que eu podia e não podia. Primeiro por mim, pela minha felicidade e da minha família. De voltar para casa, me sentir bem novamente jogando aqui. Era o que eu queria, isso não mudaria”.
“Tinha esse sonho vivo de jogar a Champions League, fiquei sete anos na Europa e não tive essa oportunidade. Agora ela surgiu, mas também tinha o sonho de voltar, brigar por títulos, ter uma história vencedora. Optei por essa porque sei que aqui serei feliz. O início não foi da maneira que eu gostaria, mas tenho certeza que essa história será vencedora”, disse.
Ao todo, o Flamengo desembolsou 42 milhões de euros (mais de R$ 260 milhões) para tirar Lucas Paquetá do West Ham. O meio-campista, que assinou vínculo até dezembro de 2030, tornou-se a contratação mais cara da história do futebol brasileiro.
Onde prefere jogar?
Lucas Paquetá se colocou à disposição para ajudar o Flamengo em qualquer que seja a posição. O meio-campista, que também pode jogar aberto no ataque, garantiu que já conversou com Filipe Luís e que deixou a decisão nas mãos do técnico.
“Gosto de estar no campo, ajudando meus companheiros. Fazer mais de uma função me torna privilegiado e talvez dê uma certa vantagem de estar em campo. Conversei com o Filipe (Luís) e disse que estou à disposição para ajudar. Fica a critério dele, vou estar satisfeito de ajudar”, contou.
Outras respostas de Lucas Paquetá
. Como o Paquetá volta ao Flamengo?: “Eu volto uma pessoa diferente, obviamente. Eu cresci não só como profissional, mas como ser humano também. Me tornei pai, tenho uma família. Volto mais experiente, todos os lugares que passei aprendi um pouco, procurei evoluir. Volto mais cascudo no sentido de aprender a lidar com as situações que eu vá vivenciar. Mais preparado para lidar com tudo”.
“Mais cascudo não quer dizer que é mais fácil. Eu não consegui dormir. Eu me cobro muito. Mais cascudo é porque hoje é um novo dia, eu tenho que estar de cabeça em pé, sei do meu potencial e sei do que posso entregar ao Flamengo. Óbvio que eu queria chegar e ser campeão. Tudo o que eu fiz para estar aqui nesse jogos, eu paguei o avião, abri mão do meu salário no West Ham, e muitas coisas que as pessoas não sabem. Eu queria chegar e poder ter essa oportunidade, mas não foi da maneira que eu esperava. A experiencia que eu tive lá fora me ajudar a pensar que hoje é um novo dia para que eu possa converter outra oportunidade e ajudar o Flamengo”.
. Primeiras sensações: “Muita euforia, alegria de todos de me ter de volta e eu de estar aqui reencontrando todos. Foi corrido, foram só dois dias de treino, ainda me adaptando na situação de casa, ainda preciso ajeitar alguns detalhes. Mas não deixando de comemorar de estar aqui. Momento de muita felicidade meu e da minha família, aos poucos as coisas vão se encontrando”.
. Situação física: “Foi quase um mês parado, mas queria muito estar nesse jogo, nessa estreia, disputar um título. Fiz o que pude, me coloquei à disposição mesmo com dois dias de treino. Não foi da maneira que eu gostaria de estrear e me cobro por isso. Mas pretendo o quanto antes encontrar o melhor nível físico porque sei que as coisas vão acontecer naturalmente e vou ajudar o Flamengo”.
. Situação clínica: “Eu estou melhor. Às vezes acham que eu não tive dores nas costas, mas eu tive. Além da negociação, eu optei por me preservar e cuidar de mim. Na última semana de negociação foi mais pela negociação mesmo. O ruim é que eu fiquei muito tempo sem treinar, sem jogar. Eu espero reencontrar meu preparo físico”.
. Entrosamento com os companheiros: “Está cada dia melhor. O dia a dia e os treinos são para isso. Acho que com o tempo vamos nos entendendo fora e dentro de campo. Espero que seja um ano vitorioso”.
. Plano de carreira: “Meu objetivo é cumprir o meu contrato, fazendo o meu melhor e ter uma história vencedora por isso cinco anos, porque sei que vou ter oportunidade de ganhar títulos e comemorar com a torcida”.
. Provocações com o vice: “Faz parte do futebol, quando eu ganho eu danço. As pessoas podem comemorar da maneiras que elas querem. O Corinthians fez um bom jogo e foi vencedor. Nós temos que trabalhar e correr atrás”.
. E o Paquetá torcedor?: “Paquetá torcedor ficou p***, desculpa a palavra. Ainda mais comigo mesmo. Eu entendo e faz parte. Eu estou onde eu queria estar, eu vivenciei todo esse tempo de Flamengo ganhando. Essa minha volta é para fazer parte disso. Eu tenho certeza que será um ano vitorioso e eu vou comemorar muito. O Paquetá atleta e o Paquetá torcedor”.
. Como estava na Europa?: “Todo mundo acompanhou tudo que eu vivi parcialmente. Cada um com as suas conclusões. Durante todo o processo do julgamento e tudo que aconteceu eu tive a possibilidade de voltar ao Flamengo, mas quis permanecer e resolver. Isso foi feito. Fico muito feliz de ter provado a minha inocência, poder contar um pouco para as pessoas que estavam me acusando quem eu sou, como sou e como vivo. Isso foi suficiente. Pude voltar a jogar futebol sem ter esse peso. E achei que pudesse continuar dali para frente, mas percebi que algumas coisas ainda me incomodavam”.
“Enfrentava situações que achava que não precisava mais enfrentar. Sempre tive o apoio do Flamengo e da nação. E falei que é isso que quero para mim agora. Não me importo esportivamente se vou jogar num time que disputa a Champions League ou vou ganhar financeiramente mais dinheiro. O que quero são pessoas que me acolham, esse carinho, essa decisão foi baseada nisso. Foi uma decisão conjunta com a minha esposa, que também entendeu que era a hora de voltar, que era isso que a gente queria. Fico muito feliz de estar hoje onde eu queria estar”.
. Família: “Eu acho que até nisso o Flamengo faz parte da minha história. Nos conhecemos em 2017, aqui. De uma maneira inapropriada porque ela trabalhava aqui e eu também. O emprego dela durou dois meses e eu fui o culpado por isso. Ela tomou a decisão de sair, mesmo sem a gente ter algo sério, por acreditar que a gente podia ter uma vida. Eu agradeço o Flamengo por isso, tenho a minha família. Minha esposa foi quem ficou ao meu lado segurando a minha mão. Nada mais justo do que escutar ela. Fiquei feliz quando ela falou que queria voltar. Uma decisão conjunta”.
(FONTE: ODIA.COM.BR / 03-02-2026)